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“A quem interessa o caos no sistema prisional? Luto por melhores condições e saúde mental para os policiais penais”

Hoje, 9, em meu discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre, levantei uma questão que não pode ser ignorada: a quem interessa o caos no sistema prisional? Falei sobre a urgente necessidade de valorização dos policiais penais e da atenção à saúde mental desses profissionais que arriscam a vida todos os dias em defesa da sociedade.

Sou autora da Lei nº 4.314, de 5 de janeiro de 2024, sancionada para garantir políticas de saúde mental aos servidores da segurança pública, mas que, até hoje, não saiu do papel. Como sempre digo, não basta sancionar uma lei se não houver vontade política de colocá-la em prática. Cuidar de quem mantém a ordem e a segurança no sistema prisional é cuidar da segurança de todos nós.

O sistema prisional do Acre vive uma crise generalizada: fugas constantes, denúncias de perseguição a policiais penais, falta de estrutura e profissionais adoecendo física e mentalmente, com casos que chegam ao suicídio. Esses homens e mulheres são a espinha dorsal do sistema, mas estão sendo deixados de lado.

Recentemente, presenciamos episódios chocantes dentro das unidades prisionais. E me pergunto: a quem interessa que policiais penais estejam adoecidos, desvalorizados e perseguidos? A quem interessa que o sistema viva nesse colapso? Certamente, não é à sociedade, que precisa de segurança e ordem.

O enfraquecimento da categoria é uma ameaça direta à segurança pública. São esses profissionais que mantêm a disciplina, a legalidade e a execução da justiça dentro das unidades prisionais. Sem eles, o caos se torna inevitável.

Ao encerrar minha fala, prestei homenagem aos trabalhadores da Casa Legislativa e reafirmei meu compromisso com os policiais penais: o governo precisa tomar medidas urgentes para apoiar e valorizar esses servidores. Não podemos permitir que o sistema continue nesse estado de abandono e desordem.

Com minha voz, quero consolidar meu compromisso: não vou recuar na cobrança por melhores condições de trabalho, respeito, dignidade e políticas de saúde mental para quem protege a sociedade de dentro do sistema prisional.

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